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NOTA DO SINDPD-RJ SOBRE ASSEMBLÉIA DO PLEBISCITO
Em uma assembléia bastante esclarecedora, do ponto de vista político, a diretoria do Sindpd-RJ, superando diferenças internas de opinião, defendeu unida a realização de um plebiscito para deliberar sobre desfiliar ou não a nossa entidade da Fenadados e da CUT. A proposta, no entanto, foi recusada, embora não possamos deixar de registrar a baixíssima mobilização da categoria para um tema que sempre surgia e despertava euforia nas campanhas salariais. Com isso, a primeira conclusão a que chegamos é que a realização da assembléia mostrou, portanto, que a base não estava envolvida o suficiente para tomar, com responsabilidade, uma séria decisão, que pressupunha uma nova forma de organizar a luta dos trabalhadores.
No principal, venceu a democracia. De nossa parte, reafirmamos a nossa credibilidade como entidade representativa. Cumprimos um compromisso estabelecido na composição da chapa que viria a ganhar as eleições do Sindpd-RJ, que era consultar a base sobre uma possível desfiliação; não apelamos para subterfúgios, ao nosso ver muito pouco éticos, para povoar a assembléia; não fomos, tampouco, os responsáveis por arregimentar “figurões” que há anos não participam do movimento e inclusive contribuem, em diversas oportunidades, para o enfraquecimento das manifestações da categoria, haja vista a quantidade de comissionados e fura-greves que vieram exercer seu direito a voto; respeitamos o nosso estatuto, evitando convocar diretamente um plebiscito, forma esta de consulta que não encontra-se prevista e que obteria o devido respaldo jurídico se aprovada numa assembléia; contra ou a favor de desfiliar de uma ou outra entidade, representantes de todas as correntes políticas que compõem nossa diretoria manifestaram-se a favor da realização do plebiscito, independentemente de suas convicções sobre que posição defender nas urnas, refutando os maldosos boatos, sabemos por qual corrente plantados, de que esta diretoria estaria "rachada".
Fatos como o próprio presidente da Federação expor o nosso assessor jurídico num fórum inapropriado e defender, para desvirtuar o foco da assembléia, o acordo rebaixado que a Fenadados assinou, à revelia da base do Rio de Janeiro, com a Probank, evidenciaram a truculência e a arrogância habituais de membros da corrente majoritária que hoje dirige a Fenadados. Vale lembrar que esta mesma turma foi derrotada e fez de tudo para atrapalhar a nossa gestão à frente do Sindpd-RJ, transparecendo uma visão de sindicalismo que as maiores bases em informática em todo o Brasil vem rejeitando: um sindicalismo de cúpula, subserviente a máquinas partidárias e até de governo, haja vista que a assembléia serviu até para determinado dirigente defender as reformas sindical e trabalhista; um sindicalismo hegemonista, que se põe numa posição tal de superioridade e distanciamento que só contribuem para o afastamento da base; um sindicalismo, enfim, alheio ao debate público e incapaz de realizar uma autocrítica que seja, acerca de seus métodos e princípios éticos.
Em suma: por conta da vontade da maioria que compareceu à assembléia ou mesmo de uma falta de maior envolvimento da categoria com uma questão tantas vezes por ela suscitada, não será feito o debate público e amplo sobre uma possível desfiliação de CUT e/ou Fenadados. A vontade da maioria dos associados ao Sindpd-RJ presentes à assembléia será respeitada democraticamente, como sempre fizemos e continuaremos a fazer, e isso pressupõe exigir que todos os companheiros e companheiras, em cargos de chefia ou não, respeitem as decisões da categoria em assembléias, quando o assunto for greve, por exemplo.
A crítica do Sindpd-RJ, e de toda uma oposição organizada, a um modelo de sindicalismo que vem sendo refutado em vários cantos do Brasil vai prosseguir. Temos, sim, que fazer perseverar nossa luta, com esperança, independência e autonomia. Nós, do Sindpd-RJ, continuaremos, agora, empenhados ainda em transformar, via Congresso, a nossa Federação, apesar de o colégio eleitoral distorcer e muito a efetiva representatividade de cada base regional, e trataremos de fortalecer a CUT tentando também mudar sua orientação por dentro, já que permanecemos filiados a ambas entidades.
Por um sindicalismo classista e de união de forças progressistas em torno de objetivos comuns na luta dos trabalhadores,
DIRETORIA DO SINDPD-RJ.
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Trabalhadores decidem: não haverá plebiscito sobre desfiliação da CUT e/ou Fenadados
Em assembléia realizada no dia 6 de fevereiro, na sede do Sindpd-RJ, a maioria dos trabalhadores presentes deliberou pela não realização do plebiscito que ouviria a opinião da categoria sobre a desfiliação, ou não, do sindicato à CUT e/ou à Fenadados.
O quorum ficou abaixo do que se esperava para a importância do tema a ser deliberado, mas o debate foi amplo, com tempo para que as várias correntes de pensamento defenderem seus pontos de vista. Compareceram à assembléia 68 trabalhadores sindicalizados ao Sindpd-RJ. Foram 41 votos contrários ao plebiscito e 27 a favor.
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Assembléia sobre plebiscito de desfiliação à Fenadados e à CUT é marcada
No dia 6 de fevereiro, o Sindpd-RJ realizará assembléia com os trabalhadores para deliberação sobre o plebiscito, solicitado em abaixo-assinado por trabalhadores do Serpro e alguns diretores do sindicato, para definir se manteremos filiação à Fenadados e à CUT.
Confira o cronograma:
A) Dia 06 de Fevereiro de 2007 (Terça-feira), assembléia às 18h30m em primeira chamada, e às 19h em segunda chamada, no auditório do Sindpd-RJ, localizado na Avenida Presidente Vargas, 502, 12º andar, Centro;
B) Plebiscito nos dias 07 e 08 de março de 2007;
C) Apuração dia 09 de março de 2007 no auditório do Sindpd-RJ.
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Diretoria do Sindpd-RJ se prepara para assembléia sobre plebiscito
A diretoria do Sindpd-RJ, gestão 2004/2007, prometeu em sua campanha à eleição do sindicato que realizaria um plebiscito para ouvir a opinião da categoria sobre sua desfiliação, ou não, da Fenadados e/ou da CUT.
Agora achamos que chegou a hora de cumprirmos esta promessa, e para isso vamos realizar uma assembléia no dia 6 de fevereiro para saber o que os trabalhadores e trabalhadoras da base pensam sobre este assunto.
Há entre a direção do Sindpd-RJ três correntes de pensamento sobre o desfiliar-se ou não da Central e/ou da Federação. Uma defende que o sindicato se desfilie de ambas as entidades, Fenadados e CUT; outra defende a desfiliação apenas da Fenadados, mas com a continuidade da filiação à CUT; e a terceira defende que não haja qualquer desfiliação.
É consenso entre a diretoria colegiada do Sindpd-RJ que devemos realizar o plebiscito, mas somente a categoria, em assembléia, poderá dar a palavra final.
Na assembléia terão poder de voto os trabalhadores que se sindicalizaram ao Sindpd-RJ até o dia 6 de agosto de 2006, de acordo com o mesmo critério utilizado nas eleições da entidade.
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